Da bota para a Europa! (Pela primeira vez! – Parte VII)
Era a oportunidade de nossas vidas. Quem sabe quando iríamos ter a oportunidade de voltar a Itália, e até mesmo conhecer outros países? Ninguém! Por isso não exitamos quando vimos que tinhamos a possibilidade de extender a nossa viagem.
De Torino, voltamos a Milano para pegar o avião para Paris, França. A cidade da Luz. Realmente, Paris tem uma beleza artística diferente dos outros lugares que conhecemos. Ficamos hospedados a nada mais nada menos do que a duas ruas do famoso Moulin Rouge, aquele mesmo do filme (que não se parece nada igual pelo lado de fora). É, mas o que a maioria não sabe é que o bairro, é praticamente uma zona de baixo meretrício (local de comércio de sexo). Eram praticamente 1 loja de sexshop, 1 locadora pornô, 1 bar com prostituas e 1 loja de souvenir (tudo a ver).
Bom, pulando essa parte, vamos ao que interessa. Em Paris, conhecemos a Torre Eiffel, a igreja de Notre Dame, o Museu do Louvre e a Mona Lisa, e passeamos pelo rio Siena, aquele que aparece no Ratatouille. O primeiro dia foi da Torre Eiffel, e a noite também, porque queríamos vê-la acessa, olhem só a foto que consegui tirar (não, não é postal).

Torre Eiffel
O mais engraçado dessa aventura por Paris, foi o dia em que visitamos o Louvre. Ficamos quase uma hora do lado de fora procurando a pirâmide invertida, e nada. Desistimos e entramos. Andamos por todo o museu em busca da Mona Lisa, e a encontamos, tiramos fotos e tals. Esquecemos da tal pirâmide, e resolvemos almoçar, no próprio museu, fomos para a parte comercial, onde ficam as lojas, e adivinha o que estava no meio da praça de alimentação … Exato, a pirâmide. Não é possivel ver pelo lado de fora, pois ela fica localizada em uma rotatória com jardim, por isso não a vimos. Interessante!
Saimos de Paris para Londres. A viagem era de trem … Já até sei a pergunta, o trem passa sim por baixo da água, mas o túnel não é de vidro, não dá para ver nada, é tudo escuro, pronto! Chegada em Londres, primeira parada Policia Federal, primeiro obstáculo, conseguir o visto. Com o inglês mais ou menos, meus primos vão respondendo as perguntas do policial, até o momento que ele fala, em português: “O que você faz?”, eu que não estava prestando atenção, perguntei para meus primos: “O que ele disse?”, e os três começam a rir, falando que nem o português eu entendia direito.
Obstáculo superado, agora era achar um albergue para ficar, encontramos e precisavamos pegar um ônibus, como na Itália não pagamos nenhum ônibus (mas deveriamos ter pago), meu primo disse que ali seria a mesma coisa, e entrou primeiro no ônibus … O motorista percebeu que ele não tinha pago e o chamou para fora, ainda bem que eu e meu outro primo não tínhamos entrado. Uma longa caminhada até o albergue.
Londres, para mim, é uma cidade muito deprimente, cinza. Até as pessoas parecem muito sérias, sem alegria. Mas não deixa de ter suas características, os punks por exemplo. O Big Ben, ou Parlamento Inglês é impressionante, imenso, só não sei se tem tanto parlamentar para todo aquele espaço … Imaginem só, quantos devem ter … E aproveitamos para acertar o relógio, claro!

Acertando as horas
Ainda conhecemos o Palácio de Buckingham e toda a cerimônia da troca de guardas (realizada todo dia, durante 2 horas) é legalzinho, mas imaginem o povo que mora ali, ver isso todo dia? Ninguém merece. Tem a Tower Birdge, muito bonita por sinal, o famoso London Eye (a roda gigante). Meu primo Matheus, visitou a exposição Star Wars, e eu e o Bruno, fomos dar um rolé, nos perdemos por algum tempo, mas encontramos o caminho para o Hotel. Foram 3 dias muito bacanas.
Agora era hora de voltar para a Itália, mas antes uma passadinha por Berlim, Alemanha. Acho que foi a cidade em que demos mais sorte, e passamos a maior aventura. Ao chegar em Berlim, precisavamos localizar o nosso hotel, na fila da informação, encontramos duas pessoas, um brasileiro e outra alemã, que falava português. E nos ajudaram a chegar no hotel. Durante a viagem de metrô, conversaram com a gente e nos deram dicas de como se virar em Berlim.
O mais interessante que a Melaine, a alemã, muito simpática nos ofereceu um passeio pelo Palácio de Sanssouci, de Federico, o Grande, já que sua Universidade era ao lado. Um passeio muito informativo. Além da cortesia, Mel (como ela preferia que a chamassemos), ainda elaborou um roteiro de passeio, já que conheciamos somente o muro. O mais engraçado da Mel, era que apesar do bom português, ela não sabia algumas palavras, e em vez de continuar a frase ou explicar o que gostaria de dizer, ela simplesmente falava: “Ah, sei lá!” e ficava quieta.
Com roteiro na mão fomos conhecer o muro de Berlim, e outros pontos turísticos. Antes de chegar ao principal, passamos por antigas residências, grandes esculturas e pequenas exposições. Visitamos o Parlamento alemão, imponente como o povo. Também pudemos conhecer a praça do Holocausto, criada em homenagem aos judeus mortos por Hitler, e passeamos por um belo bosque.
Enfim, o muro. Do original, restam apenas aproximadamente 1,2km de muro. Hoje, virou um grande mural de recados, onde pessoas de todo mundo deixam suas mensagens para os filhos, irmãos, amigos, namorados, maridos, esposas, etc. O que chamou atenção, foi um pedaço do muro que tinha alguns desenhos que representavam a fronteira criada pela construção de cimento, era uma maneira bem humorada de retratar a situação, nesse momento a policia pediu para ver meu passaporte, e eu tenho o registro.

"Passport please!"
Parecia premonição, no último dia, tivemos um pequeno contratempo. Como não entendiamos muito de como funcionava o metrô na Alemanha, resolvi comprar o bilhete mais barato, e meus primos resolveram não comprar nenhum. E a lei de Murphy entra em ação, depois de toda essa viagem, no dia que não compramos direito os bilhetes, aparece o fiscal, e adivinha para onde queria nos levar? Para a polícia. Nada que uma conversa de 30 minutos não resolva, e finalmente ele entende e nos libera, sem multa, sem polícia, mas com muita história para contar.
Agora era só arrumar as malas, e voltar para a familia na Itália, serão mais 10 dias de muita festa e comida …
Até o próximo capitulo.
Abraços,
Rafael Petrocco

[...] Da bota para a Europa! (Pela primeira vez! – Parte VII) março, 2009 5 [...]